ela se esquecia da dor…
25 Mar
Tudo é relativo! Essa pode ser a mais importante ou a menos importante. Depende de você...
Primeiro carregue o video e ouça a musica. ;} Tem gente que canta, que dança, que chora e que ri. Tem gente que luta, não importa com o que, mas luta… Luta pela vida, contra a vida… Luta pelo amor, pela dor…
Tem gente que sente... Tem gente doente e tem gente com fome. Não importa o ar que se respire, as gentes são sempre diferentes.
Tem pessoa que dorme muito, e tem algumas que não dormem quase nada. Tem gente que trabalha, tem gente que estuda Tem gente que passa sorrindo gente que passa despercebido.
Tem gente que marca uma vida... E tem aquelas que nem deixam saudade. Mas me explico. Todos somos apaixonaveis. Alguns, gostam de pessoas magras outras de gordinhas... E talvez a maioria goste do normal... Da moda.
Tem gente que le o que eu quero escrever, tem gente que le só o que quer. Tem gente que pede pra gente ficar e não ir... Tem aqueles que vão querendo ficar. Tem uns que se arrependem, outros que não.
Alguns prometem, outros cumprem. Alguns se mudam.. Alguns fogem... E a maioria simplismente preferam esquer. Existem pessoas e pessoas... Gente de todos os tipos e que são varias gentes em uma so mente. Eu... particularmente... Sou aquela que olha pro céu imaginando quem está do outro lado do mundo, sendo a mesma pessoa que eu.
19 Mar
É incrível como tudo acontece assim, derrepente. Me lembro bem das coisas que eu sentia, ou de como era tudo sentido. Só não sei o gosto que elas tinham. Me lembro da dor, mas não sei como ela doía. Talvez eu tenha esquecido de viver. Eu posso ver por alguns momentos, como nas manhãs de inverno... Ou atraz de uma janela fechada... O céu. O céu parece tão grande e as pessoas tão diferentes. São tantas personalidades, tantas gentes educadas, cultas e cheias de coisas pra me ensinar. Porque desperdiço meu tempo pensando? Velha, velha... É assim que vou terminar tentando viver no meu mundo. Meu avô sempre me dizia: " No final do arco-iris se esconde um pote de ouro, ele é guardado por gnomos... a cada dia de chuva com sol ele aumenta... e o ouro é cada vez mais puro. Vou sair para caça-lo qualquer dia." Meu avô desapareceu no dia cinco do ano de 1986, será que ele realmente acreditava no ouro e foi encontra-lo? Engraçado é pensar que depois disso, nunca mais vi um arco-iris. E eles são tão lindos, com as minhas cores preferidas. Realmente é confuso, é nostalgico. A idade dos vinte anos é a mais nostalgica. Eles acham que estou ficando louca. Ouvi por traz da porta esses dias: " Tereza, não tem amigos. Ela não sai do quarto e pinta coisas sem sentido nas telas e paredes do seu quarto. Estou preocupada." Quem são os loucos? Onde estão os arco-iris? Quando encontro meu sonhos? Quantas cores existem no mundo? E os gostos? Quanto o meu paladar pode decifrar... Como é sentir tudo e todos? Não me interessa descobrir de onde vim e pra onde vou. Quero descobrir o belo, o lindo... a arte de saber sentir. De ver... de tocar. Onde está escondido o pote de ouro?
Ao som de:
13 Mar
Talvez não tenha sido o corte, o sangue já estava frio e seco. Ao lado seus comprimidos espalhados pela cama formavam um arco-iris. Não havia mais vida nos seus olhos Tereza estava morta. Tentei seguir um raciocinio logico embora a cena não me espantasse.
Ao redor, as telas pareciam ganhar vida enquanto Tereza sufocava até a morte. Antes disso aquilo tudo era uma parte sem sentido. Suas pinturas pareciam gritar querendo espaço. E foi assim que se criou silêncio...
Deixou-me apenas um diário na cabeceira da cama com meu nome escrito.
" Mariá "
7 Mar
Eu a imaginava cheia de magoas por dentro, e não enchergava além do olhar distante da garota. Queria ver a mim mesma nas atitudes de Tereza. Talvez eu desejasse ser assim, Distante de todo caos. Tereza tem fé que em meio essas palavras embaralhadas e tristes alguém descubra o caminho que ela escolheu... "Cheia de lembranças, ela queria sentir o gosto do vento e a cor do mar. Quis estudar medicina... Sofria sozinha para entender o que é amar. " Tereza sabia que não estava só, Mas admirava ainda que inquieta o som da morte vindo de fora... E la sei foi Tereza, respirar todas as cores.
5 Mar
” Sou neste corpo que delira… Mulher tremula e forte. Sou essa alma que grita… Menina! Espelho e reflexo Seio que palpita. “ Diario de Tereza - 1982
3 Mar
Aquela manhã marcaria tanto a minha vida como a de Tereza. De longe pude ver os primeiros passos no jardim da garota nova. Seria insanidade descreve-la como estranha de onde eu estava, rodeada por loucos e esquisofrénicos. A essa altura eu poderia estar do outro lado daqueles muros, Mas resolvi prolongar um pouco mais minhas duradouras férias. Afinal, que preocupação poderia ter um louco? Meus calmantes estavam todos os dias de manhã na bandeija acompanhados por um suco mais ou menos doce, mais ou menos aguado. Bondade essa do senhor ou qualquer definição que venhamos a usar para tal fato ocorrido. Me fitou por alguns segundos por traz da vidraça que me separava do jardim. Talvez o som do piano no qual eu tocava tivera lhe chamado a atenção. E foi nesses segundos que a minha vida se encontrou com a menina dos calmantes!.
1 Mar
Foi quando Tereza se perdeu. Foi quando teu silêncio não trazia mais lembranças e quando as imagens não apareciam ao fechar seus olhos. Impaciente e inquieta não queria ver pessoas. E lá se foi Tereza... Internada numa clínica de recuperação. "Onde foram as cores? Quem são esses loucos que me fitam os remedios?" Talvez Tereza não estivesse louca... Embora seu diário fosse guardado a sete chaves pude ler entre-linhas alguma coisa sobre os seus medos e duvidas. Talvez Tereza não existisse, ou talvez, fosse fruto de um subconsciente. Talvez eu não existisse e Tereza me usasse para inventar-lhe um mundo de cores. Embora isso fosse loucura estava tudo confuso. Mas nada disso era importante...
"Nas clínicas de recuperação os loucos eram tratados a força com drogas e calmantes..." Quem se preocuparia em descobrir quem é?
1 Mar
Deitada na cama com os cotovelos grudados imaginava de olhos fechados a extensão do mundo, se perguntava o quanto ainda iria aprender e conhecer. Se questionava sem medo sobre o amor e repetia na sua cabeça:
“And true love waits E o verdadeiro amor espera In haunted attics Em sótãos assombrados And true love lives E o verdadeiro amor vive On lollipops and crisps Em pirulitos e batatinhas” Radiohead - True Love Waits
Ouvia em diferentes tons a chuva cair sobre o telhado e absorvia os ruidos em cores para mais uma tela. Fazia silêncio e a noite caia, permanecia calada por horas. Talves pudesse explicar o que sentia mas faltaria-me vocabulario para descrever o que se passava na cabeça de tereza.
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito Tereza sabe que a loucura está presente E sente a essência estranha do que é a morte. Legião urbana - Clarisse (adaptada)